Desde a última sexta-feira, 30 de janeiro, moradores vêm sofrendo com fumaça intensa pelas ruas da cidade, especialmente nas localidades próximas.
Em mais um episódio envolvendo o lixão da cidade de Palmeiras, na Chapada Diamantina, moradores afirmam que desde sexta-feira, 30, uma fumaça aparentemente tóxica tem invadido as ruas, provocada por um incêndio no lixão municipal.
O problema, velho conhecido dos moradores da cidade, é causado pela queima descontrolada no lixão, o que faz que com que a fumaça se espalhe rapidamente, se transformando em um grande incômodo e um problema de saúde pública. Moradores relatam que a fumaça agrava problemas respiratórios, sobretudo em crianças e idosos, além de tornar difícil a permanência nas ruas por conta do forte cheiro.
De acordo com o Secretário de Meio Ambiente, Aruanã Handjian, há indícios de que o incêndio tenha sido criminoso. Ele confirma os focos de incêndio e afirma que, embora ainda não haja respostas sobre como foram iniciados, a secretaria acredita na hipótese de um ato de vandalismo. O secretário classificou o lixão como prioridade. “Em relação às providências, estamos nos reunindo essa semana com o prefeito para adotar as medidas cabíveis”, afirmou.
Moradores de diversos pontos da cidade questionaram o problema e relataram suas dificuldades. Alguns afirmam que o odor forte da fumaça se intensifica durante a noite. “Entre o final da tarde e a noite, a cidade fica toda incendiada com cheiro de lixo queimado, um cheiro estranho, tóxico”, diz uma moradora que prefere não se identificar. Ela afirma que a casa precisou ficar trancada todo o final de semana por conta da condição de saúde da mãe, que é alérgica. “Ela fica tossindo o tempo todo e as vezes não consegue dormir direito”.
De acordo com a enfermeira da Secretaria de Saúde, Alessandra Lima, não foi identificado fluxo anormal ou aumento significativo de atendimentos nas unidades de saúde relacionados a esse episódio. De acordo com a profissional, a situação segue sendo monitorada. “Em relação à saúde, fizemos a apuração junto às unidades de saúde do município e, entre sexta-feira (30) e hoje, 2 de fevereiro, apenas uma pessoa foi atendida com queixa de problema respiratório em Palmeiras”, informou.
Os mais prejudicados têm sido os moradores do bairro Jason Alves, vizinho ao lixão. Na manhã desta segunda-feira, 2, inconformados, quatro moradores da Rua José de Siríaco estiveram na Prefeitura em busca de apoio diante da situação crítica. Segundo relatos, não conseguiram ser atendidos, o que aumentou a sensação de abandono entre os afetados.
Ananda Azevedo | Fotos: Reprodução vídeos enviados por moradores


