Investigação da 13ª Coorpin apurou as denúncias e concluiu que o médico teria cometido os crimes contra, pelo menos, sete vítimas.
A Polícia Civil da Bahia indiciou o médico Gustavo Lopes de Oliveira, de 29 anos, pelos crimes de estupro, violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável. O clínico geral, que atuava em consultórios particulares e postos de saúde da rede pública, está preso preventivamente desde o dia 3 de fevereiro, após ser capturado na cidade de Seabra, na Chapada Diamantina, durante a Operação Praesidium. Atualmente, o profissional de saúde se encontra na Delegacia de Irecê, onde permanece custodiado à disposição da Justiça.
Detalhes da investigação
Inicialmente, três vítimas foram identificadas: duas mulheres, de 19 e 24 anos, e uma adolescente de 14. As apurações revelam que o médico se aproveitava da posição profissional para cometer abusos durante consultas e exames. Uma das vítimas era sua ex-assistente, alvo de violência psicológica e sexual. Outras pacientes relataram práticas como comentários inapropriados e atos libidinosos durante atendimentos.
Após a prisão, mais quatro mulheres procuraram a polícia para denunciar o médico, ampliando o número de vítimas e reforçando a suspeita de que outros casos existam, mas ainda não vieram à tona.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Dr. Alex Nunes, da 13ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), o inquérito já foi encaminhado ao Ministério Público, que decidirá se aceitará a denúncia, enviando o caso para a Justiça e tornando-o réu. Caso a denúncia seja aceita, o processo seguirá os trâmites legais.
Confira a entrevista concedida pelo Delegado ao Jornal do Meio Dia desta quarta-feira, 11.
Orientação às vítimas
A Polícia Civil acredita que novas denúncias devem surgir e reforça que vítimas podem procurar qualquer delegacia para registrar ocorrência, além de utilizar os canais Disque 100 e 180 para acolhimento.
Ananda Azevedo | Foto: Nerisvaldo Sobrinho


