Marcos Venícios Santos Teles afirma estar tranquilo e que ainda não foi oficialmente citado pela Justiça; decisão liminar bloqueia bens por supostas irregularidades no Carnaval de 2009.
O ex-prefeito de Palmeiras, na Chapada Diamantina, Marcos Venícios Santos Teles, se pronunciou após a Justiça determinar a indisponibilidade de seus bens em um processo por improbidade administrativa. A ação aponta irregularidades na contratação e execução de serviços para o Carnaval de 2009, durante sua gestão, incluindo indícios de desvio de finalidade, sobrepreço e pagamento por serviços não comprovadamente realizados, o que teria causado prejuízo ao erário municipal.
Segundo Teles, que atualmente é servidor público da Secretaria da Fazenda, ele ainda não foi citado oficialmente pelos órgãos da Justiça e disse estar tranquilo, embora surpreso com o processo. O ex-prefeito afirmou que, assim que for notificado, pretende entrar com um agravo contra a decisão liminar. “O Carnaval foi realizado e as finalidades, no modo de ver da gente, foram realizados. O Judiciário é que vai julgar, é um processo que está se iniciando, infelizmente dá essa conotação negativa e a gente tem que se defender”, afirmou o ex-prefeito, que também se disse pronto para mostrar a sua “boa intenção e idoneidade”.
Em sua defesa, destacou que todo o processo de contratação da empresa Van Eventos e Produções, empresa investigada junto com o ex-prefeito, o foi conduzido pelas equipes da Prefeitura e que a empresa teria sido responsável por toda a festividade e serviços relacionados ao Carnaval daquele ano. Ele também declarou ser vítima de perseguição política.
Na decisão judicial, a empresa teria sido constituída a um mês do certame, com capital social reduzido diante do valor real do contrato. Além disso, a ação relatou a sua admissão sem adequada justificativa técnica, ausência de comprovação efetiva dos serviços oferecidos e discrepância entre valores pagos e a realidade do evento cultural supostamente realizado, além de que a suposta sede da firma não corresponderia ao estabelecimento empresarial, que estaria fechada e sem movimentação.
A decisão judicial, em caráter liminar, reforça a necessidade de apuração sobre os contratos e serviços realizados na época. O caso segue em andamento e aguarda os próximos desdobramentos após a citação oficial do ex-prefeito.
Ananda Azevedo | Foto: Reprodução Redes Sociais


