Espécies ameaçadas evidenciam urgência na preservação dos biomas baianos, diz o Inema.
No dia 3 de março é celebrado o Dia Mundial da Vida Selvagem, data que reforça a importância da conservação da biodiversidade e alerta para ameaças como o tráfico de animais, a perda de habitats e os impactos das mudanças climáticas. Na Bahia, esse trabalho é conduzido pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), por meio da Coordenação de Gestão de Fauna (CGFAU), que atua desde a fiscalização até a reabilitação e destinação adequada de animais silvestres.
Espécies ameaçadas
A fauna baiana enfrenta sérios riscos de extinção devido à degradação ambiental, avanço urbano e atividades ilegais. Entre as espécies mais vulneráveis estão:
- Preguiça-de-coleira (Bradypus torquatus) – ameaçada pela perda de habitat.
- Mico-leão-da-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas) – afetado pela fragmentação florestal.
- Tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) – prejudicado pela caça e degradação ambiental.
- Onça-parda (Puma concolor) – sofre com redução de áreas naturais, conflitos com a agropecuária e atropelamentos.
Esses casos evidenciam a pressão sobre biomas como a Mata Atlântica e a Caatinga, reforçando a necessidade de ações integradas de fiscalização, monitoramento e educação ambiental.
Segundo a especialista Marianna Pinho, especialista em Meio Ambiente e Recursos Hídricos e integrante da CGFAU, o instituto atua no combate ao desmatamento, caça, captura e comércio ilegal de animais silvestres. Outro pilar importante são as Unidades de Conservação (UCs) estaduais, como parques e estações ecológicas, que asseguram a preservação dos ecossistemas e da vida silvestre.
No atendimento direto aos animais, o Inema conta com os Centros de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), responsáveis por receber, identificar, avaliar e reabilitar animais vítimas de tráfico, atropelamento ou criação irregular. Após a recuperação, os animais aptos são encaminhados para Áreas de Soltura de Animais Silvestres (ASAS), previamente cadastradas e avaliadas para garantir condições seguras de retorno à natureza.
Desafios e legislação
Entre os principais desafios está conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação dos habitats e a manutenção das espécies. A legislação prevê penalidades, como exemplo, no artigo 29 da Lei de Crimes Ambientais que trata da morte ou captura de animais, enquanto o 29-A aborda o comércio ilegal, considerado crime qualificado. O 29-B define fauna silvestre e prevê causas especiais de aumento de pena.
Na Chapada Diamantina, habitat de centenas de espécies, muitas delas endêmicas, um dos maiores desafios é a perda de espaços naturais que são a moradia desses animais. Grandes projetos de agronegócio, iniciativas e empreendimentos de energia alternativa como solar e eólica, instalação de linhas de transmissão para esses empreendimentos e a mineração que vem se instalando gradativamente no território provocam a perda de áreas naturais e, como consequência, expulsam os animais.
Unidade Regional na Chapada Diamantina
Na Chapada Diamantina, o Inema mantém a Unidade Regional (UR) em Seabra, responsável por licenciamento, monitoramento e fiscalização ambiental, além da gestão de Unidades de Conservação e apoio aos municípios. A unidade também recebe animais por meio de devolução ou recuperação pela polícia ou órgãos e instituições ambientais.
Endereço da UR Chapada Diamantina:
Rua Francisco Costa, nº 408, Bairro Vasco Filho, Seabra – BA
Tel.: (75) 3331-3531 / (75) 9 9939-3812
Fonte: Ascom/Inema | Foto: Matheus Lemos/Ascom Sema


