Níveis acima das cotas de segurança persistem no São Francisco e Pardo, com monitoramento contínuo.
O aviso sobre o aumento das águas fluviais na Bahia continua em vigor, de acordo com o boletim mais atual de acompanhamento hidrológico emitido pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) nesta terça-feira (31). Apesar de flutuações isoladas, as leituras mostram que principais rios permanecem além dos patamares normais, demandando vigilância contra transbordamentos.
No rio São Francisco, o posto de Bom Jesus da Lapa marcou 701 centímetros às 9h30 desta terça, ainda superior ao limite de emergência para alagamentos, fixado em 625 cm. Mais adiante, em Barra, o registro foi de 578 cm no mesmo momento, ultrapassando o nível de atenção (560 cm) e com indícios de subida iminente.
Na bacia do rio Pardo, o medidor de Itapetinga indicou 338 cm às 9h45, acima do patamar de alerta (305 cm), apesar de leve recuo. O volume alto justifica o rastreio permanente.
Jorge Rosa, técnico em monitoramento hídrico da Coordenação de Estudos de Clima e Projetos Especiais (COCEP) do Inema, enfatiza que a análise reforça a prudência, mesmo com estabilizações pontuais. “Os patamares elevados nos rios sinalizam que o comunicado hidrológico permanece ativo e requer fiscalização ininterrupta. Em seções com queda inicial, os estoques ainda são altos, preservando perigos de cheias. Assim, o controle ao vivo da Sala de Situação é essencial para seguir a dinâmica e orientar medidas preventivas nos locais suscetíveis”, afirma.
O acompanhamento instantâneo ocorre na Sala de Situação do Inema, que observa tanto o tempo quanto os volumes fluviais em diversas regiões hidrográficas baianas. A iniciativa conta com parceria de entidades nacionais, como a Agência Nacional de Águas (ANA), e apoia estratégias de proteção contra eventuais danos.
A estabilidade acima dos limites seguros, principalmente em hidrovias extensas, respalda a continuidade do comunicado e cobra alerta de gestores e moradores em zonas expostas. As equipes especializadas prosseguem com o escrutínio regular, liberando informes conforme as mudanças climáticas e hídricas.
Fonte: Ascom/Sema | Foto: Matheus Lemos/Sema

