Dados do boletim InfoGripe mostram queda nas internações de recém-nascidos até seis meses; em contrapartida, casos sobem entre crianças mais velhas não vacinadas.
A estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) de oferecer a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) para gestantes, iniciada em dezembro de 2025, já apresenta resultados positivos. Segundo o boletim InfoGripe, da Fiocruz, os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em bebês de até seis meses caíram 16,6% no primeiro semestre de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior.
O vírus é o principal responsável por quadros de bronquiolite e pneumonia em crianças pequenas. A proteção ocorre por meio da transferência de anticorpos da mãe para o feto a partir da 28ª semana de gravidez, garantindo imunidade nos primeiros meses de vida, quando o risco de complicações é maior.
Contraste entre faixas etárias
A eficácia da vacinação materna é reforçada pelo comportamento da doença em outras idades. Enquanto os recém-nascidos (protegidos pela vacina da mãe) registraram queda, as crianças que não estão no alcance da imunização tiveram alta nas internações:
- 6 a 12 meses: alta de 12%;
- 1 a 2 anos: alta de 13,5%;
- 2 a 4 anos: alta de 17,7%.
Para pesquisadores da Fiocruz, essa divergência confirma que a redução nas hospitalizações dos bebês menores é decorrência direta da vacina.
Alternativas para grupos de risco
Para crianças que não são alcançadas pela vacina materna e possuem comorbidades (como prematuridade, cardiopatias ou síndrome de Down), o SUS disponibiliza o nirsevimabe. Diferente da vacina, este é um anticorpo de ação imediata, indicado para prevenir formas graves da doença em perfis específicos de até 23 meses de idade.
Fonte: Bahia Notícias | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil


