Atividades ocorreram entre os dias 14 e 16 de outubro, em abrigo mais isolado do que o escavado na primeira etapa; projeto é fruto de parceria entre UFBA e UNEB Seabra e segue por 12 meses.
A busca por mais vestígios humanos no Complexo Arqueológico da Serra das Paridas, em Lençóis, na Chapada Diamantina, ganhou mais um capítulo. A segunda campanha de escavações ocorreu entre os dias 14 e 16 de outubro, no mesmo sítio, mas em um abrigo mais isolado do que foi escavado na primeira etapa.
As escavações fazem parte de uma parceria entre o grupo de pesquisa Bahia Arqueológica, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e a Universidade do Estado da Bahia (UNEB), campus Seabra, onde estão envolvidos os cursos de Jornalismo, Pedagogia e Língua Inglesa. O projeto tem duração de 12 meses e é coordenado pelo Prof. Dr. Carlos Etchevarne e pelo arqueólogo Alvandyr Bezerra.



Primeira etapa
Entre os dias 26 e 29 de setembro, ocorreram as primeiras escavações. Na ocasião, os bolsistas participaram de todas as etapas necessárias em uma escavação arqueológica: a da raspagem, decapagem e coleta de artefatos, que são embalados e posteriormente enviados para análise em laboratório para a datação do período histórico a que aquele vestígio pertence.
O processo da escavação arqueológica ocorre em camadas; a cada 10 centímetros a terra é removida com os materiais exigidos e, logo após, é peneirada. Caso haja algum objeto, ele é devidamente ensacado e identificado por profundidade, quadra e tipo de material (ex.: pedra, carvão, ossos, lascas).
Visitação
Durante os dias de atividade de campo, os estudantes da rede pública de Lençóis e Iraquara, e a comunidade geral tiveram a oportunidade de ver de perto como acontece uma escavação arqueológica.
A turismóloga Luise Queiroz descreve a sensação e a importância de visitar um sítio arqueológico e ver de perto, pela primeira vez, uma escavação. “Ao participar, nós conseguimos ver algo muito importante: a documentação e a busca pela informação daquelas pessoas que já viveram aqui. Isso é muito importante para a história do Brasil e, principalmente, para a nossa região”, afirma a turismóloga.
Para o corretor de seguros Ricardo Riter, esse foi o primeiro contato com escavações, e ele conta o seu fascínio pelo trabalho minucioso exigido. “Esse é o meu primeiro contato com uma escavação, e é um trabalho muito minucioso, de muito cuidado para justamente preservar aquilo que está sendo feito, para compreender a história e como eram as coisas antigamente”, descreve Ricardo.
Com informações de UNEB Seabra/Juliana Almeida | Fotos: Juliana Almeida

